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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Coisas de Luísa

Almocei em casa e, quando estava de saída, Luísa perguntou:

- Mamãe, para onde você vai?

- Vou trabalhar, filha.

- Mamãe, de novo? Mas você já trabalhou tanto...

rsrs.

É filha, em algum tempo você vai saber..rs

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Coisas de Luísa


Dia desses vinha no carro conversando com Luísa, que estava vendo seu irmão muito irritado. Vendo o olhar angustiado dela, eu falei:

- Luísa, filha, nós amamos Eduardo do jeitinho que ele é. Por isso mesmo, a gente tem que entender Eduardo. Seu irmão fica irritado pois ainda não fala...

- Mamãe, não fale isso. Eduardo fala sim.

- É mesmo filha, o que Eduardo fala?

- Ele fala: oiiiii. Mamãe, Eduardo é um cavalheiro, um príncipe.

Eu chorei, lembrando do sonho que tive com meu avô, quando ainda estava grávida e ele tinha acabado de partir, sem saber que eu finalmente lhe daria bisnetos: minha neta, seu filho é um cavalheiro. Eu sorri, pelo amor ali demonstrado, porque minha filha defende o irmão. Eu me emocionei por essa relação. Porque Eduardo tem um sorriso exclusivo de Luísa, que eu nunca vi ser demonstrado para mais ninguém.

Quando qualquer pessoa chega na nossa casa, ela diz: venha ver Eduardo, fale com ele.

Quando ele brinca mais feliz, é por estar correndo com ela, cantando com ela.

Eu recebi presentes. Filhos que me ensinam todos os dias. Amigos que me ajudam. Um abraço especial naquele momento mais complicado. Vale a pena, por tudo.

Em busca de soluções.

Estou em um momento muito difícil em relação ao meu filho, Eduardo. Uma agressividade, que começou em março ou abril, invadiu nossas vidas de maneira muito intensa, e eu não sei o que fazer. Parece que cada mudança de comportamento vira nossas vidas de pernas para o ar.

Eduardo chora, chora muito. E qualquer frustração é motivo para auto-agressão, ao bater em seu próprio rosto ou com a cabeça na parede. Eu já tentei acalentar, ignorar o choro, fingir que não estava vendo, conter suas mãos.. nada resolveu. Agora, falo sério com ele e seguro suas mãos. Ele chora, chora, chora.. e corre para fazer de novo.

Eu choro, choro, choro. Porque não consigo ver meu bebê se batendo porque não consegue dizer o que quer, porque não consegue aceitar as negativas. Eu choro porque não sei o que fazer, e confesso que, algumas vezes, eu penso que não consigo, que não conseguirei.

Após juntar os caquinhos, com uma ajuda muito especial, eu respiro e faço o que tem que fazer. Chorar não adianta. Que atitude é necessária? Não sei, mas vou testando, ensaiando, até encontrar o meu caminho, o nosso caminho, meu filho amado.

No meio de tudo isso, recebo outra ajuda, de Luísa. Eduardo começou a chorar muito e, quando cheguei, ouvi Luísa conversando:

- Não chore, meu amor, eu estou aqui com você.

É, parece que tenho com quem contar..rs

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Coisas de Luísa

Conversa com Luísa, que acabou de completar 3 anos.

- Mamãe, você está de casaco? Pra onde você vai?
- Vou dar uma voltinha, filha.
- E eu?
- Você vai dormir...
- Ai, mamãe, isso não é justo...

Eu acho tão cedo para você reinvindicar justiça, filha...rs

sexta-feira, 23 de março de 2012

Luísa no médico

A vovó, brincando com Luísa, fala: seu nome é Luísa R P L L da perna fina.

Passou o tempo e no consultório, quando o médico perguntou o nome, Luísa responde prontamente:

- Luísa R P L da perna fina.

O médico riu muito e eu fiquei pensando que a vovó deveria estar no consultório para passar por isso..rs

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Luísa acalmando a mamãe

Luísa pulou na cama e bateu no meu rosto. Na hora, com a dor, eu fechei os olhos e gritei, quando seguiu a nossa conversa:

- Mamãe, desculpa, doeu?

- Ai, filha, doeu muito.

Ela, passando a mão na minha cabeça?

- Mamãe, não se preocupe, vai passar logo, logo, fique tranquila, tá? Daqui a pouco você vai ficar boa..

Achei tão lindo que passou mesmo, na hora

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Batom da mamãe.

Luísa entrou no banheiro enquanto eu passava batom e falou:

- Mamãe, eu também quero batom.

- Filha, você não tem batom ainda.

- Então eu quero ter, mamãe.

rs. Essa menina é objetiva, resolve tudo rápido.

Outro dia falou:

- Mamãe, eu quero falar com a tiDéa.

- Mas filha, eu liguei mas a tiDéa não atendeu.

- Então, eu quero ir para o aeroporto, no avião, para o apartamento da tiDéa. Quero em Fortaleza.

- Mas, Luísa, tem que arrumar a mala, comprar as passagens, ficar um tempo dentro do avião. A mamãe tem que trabalhar, você tem escola.

- Tá certo. Vamos para o apartamento da TiDéa?

Resolve rapidinho, não importa a dificuldade.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A foto da mamãe.

Sempre que Luísa mexe na carteira da vovó, olha para uma foto de bebê e pergunta quem é. A vovó responde que é a mamãe. Ela olha para mim, olha para a foto e fica calada, decerto achando estranho que a vovó diga que aquele bebê é a mãe dela.

Ontem, quando pegou a foto, olhou para mim e falou:

- Olha, a foto de uma bebê chamada mamãe.

Muito fofa, não acham?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Luísa e o castigo da boneca

Hoje cheguei no quarto no momento em que Luísa colocava a boneca de castigo.

Eu perguntei o motivo e ela respondeu que a boneca bateu em Eduardo e que não podia, portanto:

- Você está de castigo, não vai ver TV, nem Rob o robô, nem as princesas do mar, nada, nada, acabou a festa.

Ri muito da vingança da minha pequena.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Doce novembro

"Porque aqui o mundo não será cão"
(Nando Reis)


Novembro é doce, embora traga também outros sabores variados. 

O mês começa com o aniversário de Lamartine. Este ano, acordamos o papai cantando parabéns e esperando que ele apagasse suas velinhas. Luísa liderou a comemoração do pai, pois quase todos os dias faz o aniversário das suas bonecas.

Dia 14, aniversário da minha irmã. Claro que é uma data muito feliz, entretanto, aquela saudade que já incomoda todos os dias com sua ponta, surge com força plena. É inevitável a dor que isso causa, mesmo em um dia de festa. Sim, minha querida, perto está o tempo em que a distância será apenas lembrança.

A líder Luísa também passou o dia cantando parabéns para a tia. Um das músicas foi assim.

"Com quem será, com quem será que a tiDéa vai casar"

A avó interrompe e pergunta com quem.

Luísa: "Com tio Marcus, claro"

E continua a cantoria: "vai depender, vai depender, vai depender..."

A avó continua: vai depender de que, Luísa?

Luísa: "se o tio Marcus vai querer" (risos)

Coisas de Luísa que trazem sorrisos para meu novembro.

Aproxima-se também o momento de passar férias em Fortaleza, perto da família, vivo o ansioso novembro.

Momento oportuno de avaliar resultados, pois em novembro planejamos o 2012. Agora não mais aqueles planos de novo ano, quando reinavam nas litas coisas como caprichar na dieta, ter atitudes saudáveis, fazer uma viagem, talvez. Agora, preciso trilhar a realidade de decidir outras vidas, escolher a escola dos meninos, decidir quais terapias Eduardo deverá seguir (devido a escola, Eduardo não poderá mais fazer todas as terapias que faz hoje), enfim, decidir pelo melhor caminho para os dois.

Precisamos, ainda, fazer um balanço do que foi melhor para Eduardo e investir nisso, acreditando que faremos as melhores escolhas. Os resultados nos mostram que escolhemos o melhor caminho possível e espero acertar nas próximas. Para proteção do meu equilíbrio, que tanto prezo, eu ignoro o "e se" que insiste em rondar meus pensamentos. É infrutífero. Foi a melhor escolha, o sorriso dos meus filhos são provas incontestáveis.

O resultado do balanço ainda me tranquiliza. Há 11 meses eu recebia um diagnóstico para o que era, até aquele momento, apenas medo de mãe. Sim, eu tinha procurado muito uma resposta. Sim, aquela resposta foi um choque que, em momentos distintos, paralisou e sacudiu. A partir daquele dia e por um tempo, eu era só dor e lágrimas. Quase um ano depois, eu sou só esperança. Reencontrei a alegria de olhar para o meu filho, sem pensar no que podia ter sido. Como falou meu pai, muito bem, ele é amado do jeitinho que ele é. 

Confesso que de vez em quando a esperança tira uma soneca e é neste quando que fico apavorada, me sinto abandonada e o futuro assombra meu coração. Aí, aí sim, o amor prova mais uma vez que é superior: no amor da família, eterna rocha, dos amigos, sempre com uma palavra de fé, de força, de apoio, dos meus filhos, pelos quais em sou capaz de qualquer coisa. Ontem, dia 21/11, Ane, minha querida amiga mineira, mesmo de longe, teve o poder de reviver a esperança. Alguns chegam com milagres que acontecem quando mais precisamos. Sim, sempre são escolhas que podem ser mudadas.

Mais tarde, renovada, em casa e em uma festa de brincadeiras com Luísa e Eduardo, conversei com os dois que, antes, eu tinha um grande sonho, desejo que não tinha nome, forma, cheiro. Hoje, estão aqui, são, graças a Deus, minha realidade, com o mais agradável cheiro do mundo, com os sorrisos mais bonitos, e cada um trouxe consigo, para a minha vida, um sentimento jamais imaginado, nem mesmo nas tantas noites em que rezei para ser mãe. Hoje tenho Luísa e Eduardo e não me resta nada além de ser muito feliz diante tanta realização.

Por tudo isso, aqui em casa, no nosso lar, eu não permitirei nem que o mundo cão ronde nossa entrada. Aqui sorrimos, aqui vivemos com respeito uns pelos outros e somos gentis com todos os que convivem conosco, independente das origens, das crenças, da grana. Aqui decidimos olhar para as pessoas pelos sentimentos que carregam, pela beleza de suas almas e somos cercados de pessoas iluminadas. Fato é que eu luto todos os dias para que nenhuma porta seja fechada ao meu filho, luto para que ninguém diga que ele não é capaz de algo. Difundo a certeza de que meus filhos, como crianças, podem realizar o que for, cada um observando seus próprios limites, posto que sempre há novos limites a vencer a cada limite superado. Aqui as portas estão abertas, as possibilidades são infinitas. Aqui, no nosso lar, não focamos em autismo, atrasos ou terapias. Falamos em superação, desenvolvimento, em crianças espertas e capazes. Vivemos em alegria. Aqui, somos felizes poque assim o escolhemos, também em novembro.     

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Falando com o vovô.

Estávamos ontem, eu e Luísa, tentando falar com o vovô pelo Skype. Quando eu chamei, Luísa correu gritando: vovôôôôôôooooooooooooooooooooooooooo. E ficou assutada por não ouvir a resposta.

Meu microfone estava quebrado. Vovô falava e não ouvia. Ela insistiu.. nada.

Então, conversei com ela:

- Olha Luísa, que pena, o vovô não está ouvindo a gente.

Ela, imediatamente, respondeu:

- Ah! mamãe, o vovô ficou TÃO triste.

Daí correu, pegou o telefone e pediu para ligar.

Minha pequena não quer saber de problemas, resolve tudo, rápido.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quero falar, mamãe, quero falar com tiDéa.

Luísa estáconversando cada vez mais e com excelente memória.

                  Em julho ou agosto, ela foi com a avó em uma aula inaugural de musicalização. Os horários não combinavam com os nossos e, infelizmente, ela não entrou na turma, mas foi muito legal.

                 Mais de 3 meses depois, fui almoçar com ela e parei o carro na quadra da musicalização. Assim que estacionaei ela falou:

- Mamãe, aqui é o topo da montanha que a vovó veio.

                  Em tempo, na musicalização eles fizeram uma brincadeira de subir em um brinquedo que simbolizava o topo da montanha. Ela foi a primeira a descobrir e ganhou a brincadeira. Lembrou do lugar, nessas quadras tão parecidas de Brasília, depois de um período grande para uma criança na idade dela.

                   Essa noite, ela queria ligar para a avó paterna, foi procurar o pai para pedir que ligasse e este já estava dormindo. Ela entrou no quarto e voltou rapidamente: mamãe, silêncio, o papai já está dormindo, ele está muuuuuito cansado.

                     Há 10 dias minha irmã fez uma viagem com escala em Brasília e fomos nos encontrar no aeroporto. Foi apenas meia horinha para diminuir um pouco a saudade imensa que sentimos. Luísa ficou muito feliz, não desgrudou da tia mas, depois da despedida, ficou muito triste e disse que queria uma foto da tia, o que me deixou com um aperto no coração. Depois disso, todos os dias, quando sai de casa, ela pergunta se iremos ao aeroporto ver a tiDéa.

                     Quando a tiDéa liga, Luísa pede logo para falar: quero falar, mamãe, quero falar com TiDéa (com uma mãozinha na orelha, como o telefone) e quer aproveitar o pouco tempo com a tia para contar tudo que se passa no seu dia e mais alguma coisa. Em conversa com a tia quer dizer tudo que acontece em seu dia, mostra as unhas pintadas de rosa, conta que Eduardo está correndo ou brincando com tal brinquedo. Quando acaba o assunto, devolve o telefone e pensa no que mais pode compartilhar com a tia. Em alguns minutos volta, pede para falar novamente, conta a história da bela adormecida, dos três porquinhos, que foi ao parque, em quais brinquedos. Não deixa ninguém mais conversar direito, somos interrompidos a todo instante para que ela volte a falar com a tia. Quanto amor. Imagino que, quando a distância não for mais problema, ela não vai desgrudar da tiDéa e Marcus.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mais coisas de Luísa

Luísa tem cada vez mais repetido o que a gente fala, escolhendo bem as ocasiões.

Conversávamos sobre seu comportamento (gritando e falando nãããããoo) e eu falei:

- Luísa, que coisa feia, você vai visitar o tio do seu pai hoje e vai fazer isso lá? Não pode, filha, vamos conversar.

No que ela responde:

- E  você mamãe, que coisa feia batendo nas pessoas.

Eu, assustada, já que vivo explicando que não pode bater em ninguém:

- Eu estou batendo em quem?

Ela:

- Na Luísa. ha ha ha (e ficou sorrindo e olhando pra mim).

Outro dia a avó estava tendo uma conversa longa com ela, sobre dividir as coisas, que nem tudo é dela, quando Luísa colocou as mãos na cintura e falou:

- Menos, vovó, bem menos.

Quando ela empurrou Eduardo e eu comecei a falar, ela me interrompeu:

- Eu sei mamãe, que coisa feia, Luísa, você batendo nas pessoas. Eduardo é seu irmão e vocês se amam. Tá certo mamãe.

Eu tenho que sair pra rir, depois da bronca...kkkk

Minha tagarelinha canta, conversa, puxa assunto e quando eu chego ela grita:

- Mamãe, foi trabalhar e voltooooou.

Linda.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Coisas de Luísa

Luísa vem com uma novidade a cada dia.

Sempre estimulamos o contato e a interação entre os irmãos mas, quando Luísa passa dos limites e invade o espaço do irmão (quando ele fica muito bravo e não quer mais papo), a gente conversa: pronto Luísa, Eduardo já brincou e agora ele está cansado. Vamos dar um tempo pra ele e depois a gente brinca mais.

Dia desses, ela insistiu muito, ele estava muito irritado, quando a avó falou: Luísa, vamos deixar Eduardo em paz um pouco.

Passou. Dias depois, quando a avó estava insistindo para prender o cabelo dela, ouviu a resposta:

- Vovó, deixe o meu cabelo em paz.

Fomos rir no quarto...rs

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Festa de aniversário com os pequenos

Ontem, feriado, foi a festa de aniversário de 1 ano de uma menina fofa lá do prédio. Aconteceu em uma casa de festas e eu, até o começo da tarde, ainda não sabia se levaria os meninos, pois estão doentinhos. Mas, a quarta chegou e eles estavam bem, medicados, e resolvi passar por lá rapidinho.

A diferença entre essa festa e a última que fomos é gritante. Luísa não parou, ia de um brinquedo para outro, ficava dentro da casinha (linda, com bercinho, fogão, bonecas, carrinhos de bebê, livros), e, claro, no amado pula-pula.

Eduardo, por sua vez, também não parou. Festas sempre eram tensas pra mim, pois ele ficava isolado, longe das pessoas, sem olhar para os brinquedos. Na última, ele pegava minha mão e me levava para um canto, pedindo colo. E o pior, chorava, chorava, chorava. Eu sempre ficava com o coração apertado porque ele não estava bem e voltava cedo das festinhas. Dessa vez, ele se soltou, andou por perto dos convidados, sorriu, subiu sozinho no pula-pula, foi na casinha, entrava na piscina de bolinhas, tomou suco, correu, e o melhor, parecia bem feliz. E eu, orgulhosa.

Ficamos pouco tempo, dessa vez apenas para não piorarem da tosse. Saindo da festa em direção ao carro, Luísa disse:

- Quem ama festa? Eeeeuuuuuuuuu (levantando os bracinhos)

Tem como não achar lindo? rs

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Coisa de Luísa

Minha pequena está muito tagarela, fala e canta, da hora que acorda até quando está tentando dormir a noite. Esperta demais.

Esses dias eu vesti um vestido preto e ela logo falou: tá tão bonita, mamãe...rs

Está comendo muito pouco. Tudo que oferecemos ela repete uma frase, como se aquilo fosse um ponto final, não me perguntem mais. Aí fica assim: Luísa, quer um franguinho? Ela responde: Não, muito obrigada.

Com esse clima seco, estamos todos resfriados lá em casa. Ela vendo aquela medição de febre nela e no irmão várias vezes ao dia, essa noite pegou no braço da avó e disse: eita, vovó, você está com febre. Vou pegar o tomômomo.

Foi para a sala e me chamou: mamãe, pegue o tomomomo.

Eu, que não tinha ouvido a primeira parte da história, fiquei sem entender e pedi pra ela me explicar de outra forma. Ela me puxou pela mão, apontou para o lugar onde fica guardado o termômetro e repetiu.

Eu falei: Você quer o termômetro pra que?

Ela, com as mãos na cintura e um ar meio impaciente: mamãe, a vovó está com muita febre.

kkkkkk. Ela quer cuidar de todos.

Ainda, quando Eduardo está impaciente e grita, ela põe as mãos na cintura e diz: Tenha calma Eduardo.

Mas, ela está batendo muito no irmão. Sei que é natural para a idade, mas aproveitamos essa fase para esclarecer alguns pontos. Luísa bate no irmão quando quer algo que ele tem, quando ele recebe carinho nosso, quando ele está em um lugar que ela quer, quando ela tem raiva por qualquer coisa, independente dele ter feito algo, e quando a gente dá bronca nela. Ou seja, tudo é motivo para que ela bata no irmão.

Na conversa com ela, vou falando nos valores da nossa família, que não vale a pena conseguir as coisas pela força física, que as pessoas devem ser respeitadas, todas, pelo total conceito de que são pessoas. Que devemos sempre contribuir para que o amor e o respeito sejam nossos guias pelos caminhos da vida. Que eles vieram juntos, ao mesmo tempo, na barriga da mamãe. Então, como gêmeos, que eles estão juntos desde o primeiro momento. Que desejo que eles se amem muito e cumpram sua missão por aqui.

Claro que isso vou falando na linguagem que eu acredito apropriada para a idade dela. Aí, na conversa, quando eu explicava que todas as pessoas eram iguais, ela me vem com: eu sei, mamãe, papai, irmão, vovó, vovô, tia déa, tio marcus, todo mundo, todo mundo (rsrsrs).

É, parece que a idéia de todo mundo ela entende bem...

O que vou consolidando no meu aprendizado como mãe é que, quando falamos com amor, os corações entendem, mesmo que batam há pouco tempo.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coisas de Luísa

     Luísa está dando muito trabalho para comer. Ela pede biscoito e pão, mas frutas e comida no almoço e jantar está sendo bem difícil.

     Ontem a avó estava conversando que ela precisava comer e ela com a mãozinha na boca, falando NÃÃÃOOOO. No meio da conversa ela levantou e disse: vovó, comer não, vou para o castigo.

     Ficamos olhando e ela foi andando para o cantinho do pensamento e ficou lá. E eu fiquei também pensando, como a menina prefere o castigo a comer?

     Mas, ela está bem esperta, falante, uma tagarela, conversando, cantando e mandando no irmão. Eduardo põe muito os objetos na boca e ela vai lá, toda autoritária e diz: na boca NÃÃÃOOOO José Eduardo.

     Esses dias ela viu uma blusa que a tia dela usou quando veio passar o feriado e disse: Ah! mamãe, a roupa da tidéa. Tidéa foi embora pra Fortaleza. Beijo..rs

     Sem contar os abraços em Eduardo. Ele de vez em quando é surpreendido com sua delicada irmã e seus abraços, sendo sempre derrubado, caindo os dois no chão. Quando caem, ela continua em cima dele. Falo que parece uma luta e ela está imobilizando o irmão.

     A última, ela agora chama todos pelo nome. Mamãe Alessandra, Vovó Maria, papai Lamartine e irmão José Eduardo. Essa noite acordou gritando: mamãe Alessandra, Vovó Maria, vem cááááá.

    Cada dia mais linda e mais esperta,

terça-feira, 7 de junho de 2011

As últimas de Luísa

Luísa tem uma novidade a cada dia.

Agora, sempre que quer alguma coisa fala:

- Tal coisa (bolo, biscoito, brinquedo, o objeto que quiser) para mim, por favor.

E se não for atendida, fica repetindo aquilo: para mim, por favor.

Não pode encontrar Eduardo dormindo que fala:

- Dudu, acorde, por favor meu amor.

Hoje, saindo com o pai para a creche, foi se despedir da avó, deu um abraço e falou:

- Tchau vovó, fique com Deus.

Não é uma figurinha? rs

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Brincadeiras entre irmãos.

        É verdade que já postei aqui que Luísa sente ciúmes do irmão e algumas de suas briguinhas com Eduardo. Coisas de uma menina linda de 2 anos. Mas, aqui também tem muito amor entre irmãos. A maior parte do tempo Luísa está ligada ao irmão, pergunta por ele, sente sua falta quando estão separados, abraça e beija muito, leva um Eduardo resistente pela mão e divide as brincadeiras (os brinquedos ainda não). Sempre que eu faço uma brincadeira com ela, quando acabamos ela diz: "Mamãe, agora o Eduardo". rsrsrs.
      Por sua vez, Eduardo não gostava nada desse chamego. Isso tem mudado um pouco. Ontem teve farra na cama da mamãe, com direito a cantoria. Luísa e Eduardo amam música. Então, enquanto brincávamos, Luísa quis abraçar e beijar o irmão. Ele não correu, pelo contrário, sorriu muito. Bem, não foi tão fácil assim, ele tentava empurrar e se desvencilhar dela, com braços e pernas, mas estava muito mais receptivo ao chamego da irmã. Deixo aqui algumas fotos dessa brincadeira muito legal.





É verdade que nessa hora ele tentou fugir e foi quase sufocado pela irmã...


Muito divertido.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Enquanto isso, Luísa...

Queridos e queridas,
Luísa está uma graça. Está na fase do "obrigada". Tudo que recebe, diz "obrigada", bem devagar e explicado. Depois fica olhando pra gente, esperando alguma resposta. Hoje a Van, que nos ajuda lá em casa, entregou o suco dela. Ela disse: "obrigada, Van". Van não ouviu e saiu rápido. Ela ficou chamando, vem cá, Van, vem cá. Quando Van voltou ela disse: "Van, obrigada suco".rsssssssss. Ela quer ter certeza que foi ouvida em sua educação.

Também está falando muito as vogais . Quando vai tomar banho fica passando os dedos no box do banheiro e falando as vogais, como se estivesse escrevendo. E ainda olha pra mim, esperando uma reação. Ela gosta quando fazemos festa com cada novidade que nos mostra, ama ser paparicada.

Esses dias eu falei com ela, já tarde da noite. Luísa, vamos dormir, você e sua boneca. Canta pra ela dormir, assim filha: ÃÃÃÃÃÃÃÃÃ (com entonação de música de ninar)
ao que Luísa continuou:
EEEEEEEEEEEEEEEEEEE
IIIIIIIIIIIIIIIIIII
OOOOOOOOOOOOOO
UUUUUUUUUUUUUUU.

Por fim, resolveu que queria dormir, na rede. Foi até a avó e disse:
- Vovó Mariaaaaaaaaaaa, vamos dormir rede. Tchau mamãe. Beijo.

E saiu puxando a avó pela mão. Uma figura.
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