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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Pesquisa sobre autismo


Minha amiga Nívea compartilhou a notícia publicada no site G1. Mesmo longe, ela não esquece da gente. Sentimos saudades, minha amiga. Grande beijo.

23/06/2011 07h00 - Atualizado em 23/06/2011 07h00

Sincronia fraca entre neurônios pode ser a causa do autismo, diz estudo

Descoberta ainda precisa de mais pesquisas para ser confirmada.
Diagnóstico pode passar a ser feito a partir de um ano de idade.

Do G1, em São Paulo
Um estudo feito com mapeamento de imagens do cérebro identificou um novo marcador para identificar o autismo, que pode se tornar uma forma de diagnosticar a síndrome mais cedo. A descoberta mostrou que o cérebro das crianças com autismo tem menos ligações entre os dois hemisférios.
Nos dois lados do cérebro, há áreas relacionadas à linguagem. A pesquisa associou a força da sincronização entre essas partes à capacidade de comunicação. Quanto mais fraca a ligação, maiores as dificuldades apresentadas pela criança.
saiba mais
O autismo é uma desordem que evolui com o tempo. Hoje, o diagnóstico é baseado apenas em observação comportamental e só pode ser feito após os três anos. Caso estudos futuros confirmem a recente descoberta, o diagnóstico já poderá ser feito a partir de um ano, com exames de ressonância magnética do cérebro. Naturalmente, a detecção precoce auxiliaria o tratamento.
“Num cérebro normal, neurônios de áreas separadas pertencentes a um sistema com uma função particular, como visão ou linguagem, ficam sempre em sincronia, mesmo durante o sono. Nosso estudo mostra que, na maioria dos bebês com autismo, essa sincronia é significativamente mais fraca nas áreas responsáveis pelas capacidades de linguagem e comunicação”, afirmou Ilan Dinstein, um dos autores da pesquisa.
Dinstein é pesquisador do Instituto Weiszman, de Rehovot, Israel, e faz parte também de um grupo de estudos sobre autismo da Universidade da Califórnia, em San Diego, EUA. O artigo foi publicado pela revista médica “Neuron".

Link da notícia:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/06/sincronia-fraca-entre-neuronios-pode-ser-causa-do-autismo-diz-estudo.html

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Entrevista com Dr. José Salomão Schwartzman

Há alguns dias, recebi um e-mail da minha amiga Hilda com uma entrevista muito interessante realizada pelo Dr. Drauzio Varella com o Dr. Salomão. Posto, abaixo, o link com as duas partes da entrevista.

Dr. José Salomão Schwartzman é neuropediatra. Formado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, especializou-se em Neurologia Infantil no Hospital for Sick Children, em Londres, e é professor titular de pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
Aqui, uma pequena introdução, também do site.

"Há crianças que parece não aprenderem a reconhecer os códigos que regem a comunicação humana, ficam alheias à presença dos outros, encerradas num universo próprio e inatingível para todos que as cercam, e apresentam padrões restritos e repetitivos de comportamento. Essa tríade de sintomas – dificuldade de interação social, de comunicação e repetição de comportamentos padronizados - caracteriza um transtorno do desenvolvimento conhecido como autismo.
O médico austríaco Leo Kanner usou essa palavra em 1943 para descrever uma série de sintomas que observava em alguns de seus pacientes. Com o passar dos anos, porém, ficou provado que essas crianças apresentavam apenas uma das manifestações de autismo. Na verdade, as dificuldades do autista variam em grau e intensidade e o comprometimento pode ser muito grave e estar associado à deficiência mental, ou tão leve que o portador do transtorno consegue levar uma vida próxima do normal.
Apesar de autismo não ter cura, quanto antes for feito o diagnóstico, melhor. Crianças convenientemente tratadas podem desenvolver habilidades fundamentais para sua reabilitação. O problema é que muitas vezes os pais se recusam a admitir que o filho tem algumas características que requerem atenção especial e não procuram ajuda.
No Brasil, existe a AMA - Associação Amigos do Autista – (www.ama.org.br) que presta assistência a autistas."

http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/642/autismo-i
http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/1360/autismo-ii

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O caso da falsa psicóloga.

Uma mulher foi presa, no Rio de Janeiro, tratando de crianças autistas, como psicóloga. Entretanto, ela não tinha curso superior nem especialização que a habilitasse oficialmente para tal. Além disso, ela está sendo investigada em relação a maus tratos sofridos pelas crianças. Como não são raras as notícias de falsos médicos, falsos enfermeiros e falsos psicólogos, a todos, só resta ficarmos atentos.


http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/04/falsa-psicologa-que-tratava-criancas-autistas-e-presa-no-rio-diz-policia.html


http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=100000426201


http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/justica-do-rio-manda-soltar-falsa-psicologa-que-atendia-criancas-com-autismo-20110503.html

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Reportagem sobre diagnóstico precoce do autismo

Muito legal essa reportagem no site da FOLHA na internet sobre diagnóstico precoce de autismo. Importante ressaltar que, quanto mais cedo o autismo for diagnosticado, maiores são as possibilidades de eficácia dos tratamentos.
Posto para vocês a reportagem. O link segue abaixo.

Teste rápido detecta autismo em bebês aos 12 meses de vida
GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

Um teste com 24 perguntas, que pode ser respondido em cinco minutos, identifica os primeiros sinais de autismo em crianças de um ano.
Autismo engloba variedade de transtornos sociais
É o que propõe um estudo financiado pelos National Institutes of Health dos EUA, publicado hoje no "Journal of Pediatrics".
A pesquisa, feita por neurocientistas da Universidade da Califórnia, recrutou 137 pediatras para aplicar o teste em 10 mil crianças na consulta dos 12 meses de idade.
Os pais responderam ao questionário, com perguntas sobre gestos, compreensão e comunicação, e os pediatras avaliavam as respostas.
Ao todo, 184 das crianças que pontuaram abaixo da média foram acompanhadas nos meses seguintes.
Delas, 32 receberam o diagnóstico precoce de autismo.
Segundo a pesquisa, isso corresponde a 75% de acerto no diagnóstico, levando em conta outros distúrbios, como atraso no desenvolvimento e na linguagem, também detectados pelo teste.
Ivan Luiz/Arte


DIAGNÓSTICO
O autismo afeta o desenvolvimento da criança e compromete áreas como a sociabilidade. Quanto mais tardio o diagnóstico, piores as perspectivas de melhora.
Na média, os casos demoram a ser detectados, segundo o psiquiatra Marcos Mercadante, da Unifesp. "No Brasil, o diagnóstico geralmente é dado quando a criança já tem cinco anos e perdeu muita oportunidade de ter uma melhora", diz.
Se o problema for apontado cedo, tratamentos como terapia comportamental, para estimular áreas do cérebro afetadas, são mais eficazes.
Para o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do ambulatório de autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a ferramenta pode ser útil principalmente na rede pública.
"Um pediatra de posto de saúde atende centenas de crianças. Não há tempo para fazer uma triagem adequada e encaminhar ao psiquiatra."
Para ele, é importante que o pediatra assuma essa tarefa. "É ele quem tem o primeiro contato com a criança." Mas Vadasz ressalva que alguns sintomas só aparecem após os 18 meses. "O ideal seria repetir o teste depois."

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/908364-teste-rapido-detecta-autismo-em-bebes-aos-12-meses-de-vida.shtml

Reportagem na revista crescer

Como informação, é meu intuito destinar neste blog um espaço especial para notícias relacionadas aos Transtornos de Desenvolvimento veiculadas na mídia. Todos os posts desse tipo estarão reunidos no marcador "NA MÍDIA". Para inaugurar, posto uma bela reportagem da revista Crescer do mês de abril de 2011 - AS CONQUISTAS DE UMA CRIANÇA AUTISTA - sobre irmãs gêmeas, uma delas diagnosticada com autismo. Fala um pouco da convivência com a irmã, das esperanças da mãe e da trajetória da criança. Achei linda.
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