Hoje é aniversário da minha irmã, Andréa. A tiDéa de Luísa. A minha irmã, minha mãe, minha filha, minha amiga. Uma menina que me ensinou tanto. Uma menina-fortaleza, que chora como eu, mas que não cai, é segurança, força, apoio, amparo, terra firme.
Hoje é aniversário de uma das pessoas mais importantes da minha vida. E eu estou aqui, sem saber o que escrever. Talvez sejam tantos sentimentos. Talvez tanto já tenha sido dito. Talvez seja a certeza de sua certeza sobre o meu amor.
Andréa é a mão dada, mesmo a milhares de km de distância. É com quem divido o amor de mãe pelos meus filhos, porque o amor que ela demonstra é de tia-mãe. É quem se antecipa, quem se faz presente, quem compartilha dores e alegrias. Andréa é quem está aqui, após o primeiro telefonema, quando algo grave acontece.
Andréa é o lindo sorriso, em qualquer alegria com as crianças.
Andréa é a fé, quando a minha está minguada.
Andréa é a esperança, quando a minha se faz ausente.
Meu amor, você sabe o quanto é essencial na minha vida, na vida dos meus filhos. Você sabe que confio na sua presença, em qualquer falta. Você sabe o quanto é importante e em como faz meus dias mais belos. Você é cor e luz, minha linda. E Deus me presenteou com uma filha tão parecida com a tia. É tão fácil amar as duas.
Que Deus cubra sua vida de alegrias. Eu desejo amor, por acreditar que o amor torna tudo diferente. Eu desejo sucesso, porque você merece. Eu desejo sonhos realizados, pois eu te daria cada um deles, caso fosse possível. Então, meu amor, eu desejo que tudo aconteça pela sua felicidade.
Amo você.
Aqui, quero compartilhar momentos especiais da minha vida com meus filhos amados, Luísa e Eduardo, gêmeos, muito esperados e desejados. Também, do caminho especial de Eduardo, que está com diagnóstico de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e uma suspeita de autismo (traços de autismo ou autismo secundário). De Luísa, tão pequena e tão ligada ao irmão, já ajudando tanto no seu desenvolvimento. Meu desejo maior: que eles sejam felizes. Filhos, mamãe esperou a vida inteira por vocês.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Parabéns, tiDéa...
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Voltei...
Como é bom voltar para o que faz bem.
São tantos motivos...
Em agosto meu filho Eduardo teve episódios de convulsão. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Apreensão, insegurança. Sentia-me perdida, sem saber o que fazer, vendo meu filho ser medicado no hospital e, ainda assim, sem controlar as convulsões. Ficamos 4 dias ali, em observação.
Graças a Deus ele não teve mais nada.
Depois, irritação, choro sentido, isolamento, inquietude.
Passei por momentos muito tristes. Precisei de um tempo, no casulo, para tentar me recompor. Precisei conviver intensamente com minhas dores, meus medos, minha culpa. Precisei me esconder para voltar a acreditar. Precisei alimentar a esperança, que estava definhando. Precisei trazer cor aos meus pensamentos cinzas. Precisei iluminar o meu caminho. Precisei varrer toda a sujeira escondida sob o tapete, já estava visível. Não quis trazer nada disso para o blog.
Novamente, luto para aceitar... aceitar ... aceitar. Processo que não é isento de dor.
Aceitar que tudo pode acontecer. Nada pode acontecer. E não adianta chorar, sofrer, rastejar, implorar para que tudo mude. Vai ser. O que será da caminhada depende de mim, depende do que eu proporcionar ao meu filho, depende do meu estado de espírito. Aceitar que posso sim viver sem esperar uma notícia ruim a qualquer momento. As notícias também podem ser boas. Aceitar que o sonho da fala pode não se concretizar, mas sempre vou lutar, acreditar, estimular meu filho, segurar sua mão para que ele saiba que o amor é incondicional. Afinal, cada passo já é uma vitória a ser comemorada. O que importa mesmo é que ele está aqui, pertinho de mim, com seu olhar conquistador, com seu sorriso sapeca, com seu abraço inesperado.
Novamente, eu escolho aceitar meu presente, meu filho lindo. Novamente eu saio da névoa, consigo ver que o amor faz tudo ser diferente. Novamente eu acredito.
E, assim, mais forte de novo, eu sigo contando nossa jornada. Uma mãe, levando seus presentes mais preciosos. Uma mãe, que muitos consideram firme, mas que apenas se segura com todas as forças em tantas pessoas maravilhosas que caminham aqui, pertinho. É um grande conforto saber que posso cair, terei ajuda para levantar.
Outro amor maior, minha irmã, falou que agora sabe, pode acontecer qualquer coisa, pois já sofremos, já choramos. agora é viver nosso lindo hoje, convivendo com duas crianças lindas, perfeitas, amadas. Minha irmã acredita que o futuro vem com boas notícias. Que venham. Acrescentarão minha felicidade, real, que é agora. Venham, sim, estamos esperando de coração aberto.
São tantos motivos...
Em agosto meu filho Eduardo teve episódios de convulsão. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida. Apreensão, insegurança. Sentia-me perdida, sem saber o que fazer, vendo meu filho ser medicado no hospital e, ainda assim, sem controlar as convulsões. Ficamos 4 dias ali, em observação.
Graças a Deus ele não teve mais nada.
Depois, irritação, choro sentido, isolamento, inquietude.
Passei por momentos muito tristes. Precisei de um tempo, no casulo, para tentar me recompor. Precisei conviver intensamente com minhas dores, meus medos, minha culpa. Precisei me esconder para voltar a acreditar. Precisei alimentar a esperança, que estava definhando. Precisei trazer cor aos meus pensamentos cinzas. Precisei iluminar o meu caminho. Precisei varrer toda a sujeira escondida sob o tapete, já estava visível. Não quis trazer nada disso para o blog.
Novamente, luto para aceitar... aceitar ... aceitar. Processo que não é isento de dor.
Aceitar que tudo pode acontecer. Nada pode acontecer. E não adianta chorar, sofrer, rastejar, implorar para que tudo mude. Vai ser. O que será da caminhada depende de mim, depende do que eu proporcionar ao meu filho, depende do meu estado de espírito. Aceitar que posso sim viver sem esperar uma notícia ruim a qualquer momento. As notícias também podem ser boas. Aceitar que o sonho da fala pode não se concretizar, mas sempre vou lutar, acreditar, estimular meu filho, segurar sua mão para que ele saiba que o amor é incondicional. Afinal, cada passo já é uma vitória a ser comemorada. O que importa mesmo é que ele está aqui, pertinho de mim, com seu olhar conquistador, com seu sorriso sapeca, com seu abraço inesperado.
Novamente, eu escolho aceitar meu presente, meu filho lindo. Novamente eu saio da névoa, consigo ver que o amor faz tudo ser diferente. Novamente eu acredito.
E, assim, mais forte de novo, eu sigo contando nossa jornada. Uma mãe, levando seus presentes mais preciosos. Uma mãe, que muitos consideram firme, mas que apenas se segura com todas as forças em tantas pessoas maravilhosas que caminham aqui, pertinho. É um grande conforto saber que posso cair, terei ajuda para levantar.
Outro amor maior, minha irmã, falou que agora sabe, pode acontecer qualquer coisa, pois já sofremos, já choramos. agora é viver nosso lindo hoje, convivendo com duas crianças lindas, perfeitas, amadas. Minha irmã acredita que o futuro vem com boas notícias. Que venham. Acrescentarão minha felicidade, real, que é agora. Venham, sim, estamos esperando de coração aberto.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012
Coisas de Luísa
Almocei em casa e, quando estava de saída, Luísa perguntou:
- Mamãe, para onde você vai?
- Vou trabalhar, filha.
- Mamãe, de novo? Mas você já trabalhou tanto...
rsrs.
É filha, em algum tempo você vai saber..rs
- Mamãe, para onde você vai?
- Vou trabalhar, filha.
- Mamãe, de novo? Mas você já trabalhou tanto...
rsrs.
É filha, em algum tempo você vai saber..rs
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Com você aprendi..
Filho, você me ensinou tanto.
Com você aprendi que o amor vence tudo. Hoje, não tenho mais medos infundados, sei que somos capazes de conseguir, com dedicação, vencer grandes obstáculos.
Com você aprendi que não importa a idade, o tamanho, a maturidade. Em várias oportunidades vi você ali, apenas um bebê, tão pequeno, enfrentando exames, os mais diversos, consultas, avaliações, ser observado por estranhos. Vi você enfrentando diagnósticos, provando que, independente do que estava escrito nos relatórios profissionais, você podia superar, mostrando ser o meu vencedor.
Com você aprendi o valor das amizades. Sabe, filho, algumas pessoas sentem por você muito amor, algumas pessoas veem como você é lindo, esperto, algumas pessoas fazem questão de ficar perto, independente de qualquer atraso, independente da aparente falta de interação. Algumas pessoas se esforçam para chegar até você, e descobrem que criança linda você é.
Com você aprendi que tudo tem seu tempo. Aprendi que as vitórias são mais importantes do que o tempo que elas demoram a chegar. Que o esforço no caminho trilhado é proporcional à alegria da chegada.
Com você aprendi a importância dos detalhes. A força do milagre da vida. Sobre a inesgotável fonte da esperança. Que, mesmo quando temos certeza que não há mais forças para prosseguir, somos capazes de encontrar uma última gota e iniciar uma trasnformação. Ainda, depois de um momento assim, saímos muito mais fortes.
Com você aprendi a tirar os olhos de mim. Não sou uma mãe maravilhosa. Sou a sua mãe e preciso me esforçar para retribuir tamanho presente. Apenas luto para que você tenha todas as condições para a única coisa que importa de verdade na vida, a felicidade. Desejo muito a sua felicidade, meu amor.
São tantos ensinamentos. Falho, aqui, por citar apenas alguns. Você me transformou pelo amor, meu príncipe, e eu nunca conseguiria sem você.
A verdade é que sou privilegiada. Tenho você, filho.
Com você aprendi que o amor vence tudo. Hoje, não tenho mais medos infundados, sei que somos capazes de conseguir, com dedicação, vencer grandes obstáculos.
Com você aprendi que não importa a idade, o tamanho, a maturidade. Em várias oportunidades vi você ali, apenas um bebê, tão pequeno, enfrentando exames, os mais diversos, consultas, avaliações, ser observado por estranhos. Vi você enfrentando diagnósticos, provando que, independente do que estava escrito nos relatórios profissionais, você podia superar, mostrando ser o meu vencedor.
Com você aprendi o valor das amizades. Sabe, filho, algumas pessoas sentem por você muito amor, algumas pessoas veem como você é lindo, esperto, algumas pessoas fazem questão de ficar perto, independente de qualquer atraso, independente da aparente falta de interação. Algumas pessoas se esforçam para chegar até você, e descobrem que criança linda você é.
Com você aprendi que tudo tem seu tempo. Aprendi que as vitórias são mais importantes do que o tempo que elas demoram a chegar. Que o esforço no caminho trilhado é proporcional à alegria da chegada.
Com você aprendi a importância dos detalhes. A força do milagre da vida. Sobre a inesgotável fonte da esperança. Que, mesmo quando temos certeza que não há mais forças para prosseguir, somos capazes de encontrar uma última gota e iniciar uma trasnformação. Ainda, depois de um momento assim, saímos muito mais fortes.
Com você aprendi a tirar os olhos de mim. Não sou uma mãe maravilhosa. Sou a sua mãe e preciso me esforçar para retribuir tamanho presente. Apenas luto para que você tenha todas as condições para a única coisa que importa de verdade na vida, a felicidade. Desejo muito a sua felicidade, meu amor.
São tantos ensinamentos. Falho, aqui, por citar apenas alguns. Você me transformou pelo amor, meu príncipe, e eu nunca conseguiria sem você.
A verdade é que sou privilegiada. Tenho você, filho.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
Coisas de Luísa
Dia desses vinha no carro conversando com Luísa, que estava vendo seu irmão muito irritado. Vendo o olhar angustiado dela, eu falei:
- Luísa, filha, nós amamos Eduardo do jeitinho que ele é. Por isso mesmo, a gente tem que entender Eduardo. Seu irmão fica irritado pois ainda não fala...
- Mamãe, não fale isso. Eduardo fala sim.
- É mesmo filha, o que Eduardo fala?
- Ele fala: oiiiii. Mamãe, Eduardo é um cavalheiro, um príncipe.
Eu chorei, lembrando do sonho que tive com meu avô, quando ainda estava grávida e ele tinha acabado de partir, sem saber que eu finalmente lhe daria bisnetos: minha neta, seu filho é um cavalheiro. Eu sorri, pelo amor ali demonstrado, porque minha filha defende o irmão. Eu me emocionei por essa relação. Porque Eduardo tem um sorriso exclusivo de Luísa, que eu nunca vi ser demonstrado para mais ninguém.
Quando qualquer pessoa chega na nossa casa, ela diz: venha ver Eduardo, fale com ele.
Quando ele brinca mais feliz, é por estar correndo com ela, cantando com ela.
Eu recebi presentes. Filhos que me ensinam todos os dias. Amigos que me ajudam. Um abraço especial naquele momento mais complicado. Vale a pena, por tudo.
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Em busca de soluções.
Estou em um momento muito difícil em relação ao meu filho, Eduardo. Uma agressividade, que começou em março ou abril, invadiu nossas vidas de maneira muito intensa, e eu não sei o que fazer. Parece que cada mudança de comportamento vira nossas vidas de pernas para o ar.
Eduardo chora, chora muito. E qualquer frustração é motivo para auto-agressão, ao bater em seu próprio rosto ou com a cabeça na parede. Eu já tentei acalentar, ignorar o choro, fingir que não estava vendo, conter suas mãos.. nada resolveu. Agora, falo sério com ele e seguro suas mãos. Ele chora, chora, chora.. e corre para fazer de novo.
Eu choro, choro, choro. Porque não consigo ver meu bebê se batendo porque não consegue dizer o que quer, porque não consegue aceitar as negativas. Eu choro porque não sei o que fazer, e confesso que, algumas vezes, eu penso que não consigo, que não conseguirei.
Após juntar os caquinhos, com uma ajuda muito especial, eu respiro e faço o que tem que fazer. Chorar não adianta. Que atitude é necessária? Não sei, mas vou testando, ensaiando, até encontrar o meu caminho, o nosso caminho, meu filho amado.
No meio de tudo isso, recebo outra ajuda, de Luísa. Eduardo começou a chorar muito e, quando cheguei, ouvi Luísa conversando:
- Não chore, meu amor, eu estou aqui com você.
É, parece que tenho com quem contar..rs
Eduardo chora, chora muito. E qualquer frustração é motivo para auto-agressão, ao bater em seu próprio rosto ou com a cabeça na parede. Eu já tentei acalentar, ignorar o choro, fingir que não estava vendo, conter suas mãos.. nada resolveu. Agora, falo sério com ele e seguro suas mãos. Ele chora, chora, chora.. e corre para fazer de novo.
Eu choro, choro, choro. Porque não consigo ver meu bebê se batendo porque não consegue dizer o que quer, porque não consegue aceitar as negativas. Eu choro porque não sei o que fazer, e confesso que, algumas vezes, eu penso que não consigo, que não conseguirei.
Após juntar os caquinhos, com uma ajuda muito especial, eu respiro e faço o que tem que fazer. Chorar não adianta. Que atitude é necessária? Não sei, mas vou testando, ensaiando, até encontrar o meu caminho, o nosso caminho, meu filho amado.
No meio de tudo isso, recebo outra ajuda, de Luísa. Eduardo começou a chorar muito e, quando cheguei, ouvi Luísa conversando:
- Não chore, meu amor, eu estou aqui com você.
É, parece que tenho com quem contar..rs
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Situações de amor...
Esses dias cheguei no trabalho e recebi uma revista, de uma amiga. Junto, uma carta, claro que com belas palavras.
O gesto me emocionou muito. Eu nunca duvidei do poder da amizade, dos belos sentimentos que nos aproximam, da força dessa amiga em sua própria vida. Gabi, linda Gabi, eu só posso agradecer. Eu vejo como meus amigos, minha família, percebem meu caminho com Eduardo. Eu vejo que meus amigos que sentem forte. Talvez especial. Eu preciso frisar que posso até ser forte, que posso até levar a caminhada com meus filhos de forma especial, que talvez eu nem demonstre muito a angústia que turbilha aqui dentro, entretanto, tudo seria impossível se não fosse o apoio de vocês, que tudo seria diferente se não tivesse recebido dois lindos presentes da vida. Sem Eduardo e Luísa, eu não sei que mãe seria. Eu só sei que eles me transformaram na mãe que sou e, a mãe que sou, é a mãe que eu sempre sonhei ser. Não existe forma de agradecer. Não existem palavras.
Nivinha, que esteve comigo sempre e talvez no pior momento, pois não quis me deixar ir sozinha receber um resultado de exame. Amiga de todas as horas, que percebeu minha angústia.
Minha família. Minha mãe, tão mãe dos meus filhos. Minha irmã, que eu amo como filha, tão mãe dos meus filhos.
Amigos especiais, que nunca me faltaram, inclusive nos momentos mais críticos. Amigos especiais, que celebraram vitórias comigo.
O gesto de Gabi simboliza tudo. Obrigada. Segue o link da reportagem:
http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/0,,EMI306754-17596,00-TIREI+MEU+FILHO+DO+ISOLAMENTO+DO+AUTISMO.html
O gesto me emocionou muito. Eu nunca duvidei do poder da amizade, dos belos sentimentos que nos aproximam, da força dessa amiga em sua própria vida. Gabi, linda Gabi, eu só posso agradecer. Eu vejo como meus amigos, minha família, percebem meu caminho com Eduardo. Eu vejo que meus amigos que sentem forte. Talvez especial. Eu preciso frisar que posso até ser forte, que posso até levar a caminhada com meus filhos de forma especial, que talvez eu nem demonstre muito a angústia que turbilha aqui dentro, entretanto, tudo seria impossível se não fosse o apoio de vocês, que tudo seria diferente se não tivesse recebido dois lindos presentes da vida. Sem Eduardo e Luísa, eu não sei que mãe seria. Eu só sei que eles me transformaram na mãe que sou e, a mãe que sou, é a mãe que eu sempre sonhei ser. Não existe forma de agradecer. Não existem palavras.
Nivinha, que esteve comigo sempre e talvez no pior momento, pois não quis me deixar ir sozinha receber um resultado de exame. Amiga de todas as horas, que percebeu minha angústia.
Minha família. Minha mãe, tão mãe dos meus filhos. Minha irmã, que eu amo como filha, tão mãe dos meus filhos.
Amigos especiais, que nunca me faltaram, inclusive nos momentos mais críticos. Amigos especiais, que celebraram vitórias comigo.
O gesto de Gabi simboliza tudo. Obrigada. Segue o link da reportagem:
http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/0,,EMI306754-17596,00-TIREI+MEU+FILHO+DO+ISOLAMENTO+DO+AUTISMO.html
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Ainda vou te endender, filho.
Vivemos uma busca, juntos. Eu, tentando entender meu filho, contendo a frustração de não ser aquela da frase: toda mãe sabe o que seu filho quer. Não, eu não sei. Não compreendo o significado do choro. Não percebo quando ele tenta me mostrar algo. Ele, usando seus métodos, me levando pela mão para mostrar o que deseja, quando dá. Em alguns momentos, não dá certo e me vejo diante do meu filho chorando, fazendo de tudo para chamar minha atenção, agoniado, sofrendo, irritado.
Claro, também tem aquele choro de birra, quando digo que ele não pode algo que quer. Ocorre com Luísa, mas a comunicação muda tudo. Nem que seja apenas para saber que o choro é de birra, mas ela entendeu o que eu falei. Com Dudu, não. Eu converso, ele continua irritado e eu fico de pés e mãos atados.
Eu não sei se é possível ver seu filho batendo no próprio rosto ou a cabeça na parede, ou tentando te atingir com uma cabeçada e não sentir o coração pequeno, não ter vontade de sair correndo, procurando uma saída, uma luz que te mostre como agir. Não, eu não fujo, fico ali, impotente, sem reação, tentando acolher o sofrimento do filho em um abraço rejeitado.
Tento mostrar que desse jeito não adianta, que ele sofre, que eu sofro e não chegamos a lugar nenhum. Tento seguir conselhos e deixo ele perceber que não vai adiantar. Tenho que usar toda minha concentração para deixar meu filho chorando, sentada no sofá. Mas, é o que tem resolvido. Ele passa na minha frente várias vezes, mostrando sua insatisfação e eu fico quieta. Até que ele percebe que não tem jeito e vem me pedir colo.
Ali, com meu bebê no colo, eu percebo que vamos conseguir, um dia. Que embora doa, muito, deixar meu filho chorando, é um passo necessário para que ele tente se comunicar comigo de outras formas, que ele pode, sim, lidar com aquilo. Ali, com meu bebê no colo, eu digo que estou tentando falar com ele, entender o que ele quer, que precisamos um do outro. Ali, com meu bebê no colo, eu percebo que sim, sou a única que pode entender. É um mito, não é que mãe entende o filho, é que mãe quer tanto, com tanto amor, que é a única que pode entender. Estou tentando filho, me espera. Guarda teus sonhos, que um dia compartilharemos. Guarda um sonho bom, pra me contar. Guarda teus desejos que se aproxima o dia em que você me falará, com suas palavras, o que eles significam. Te amo.
Claro, também tem aquele choro de birra, quando digo que ele não pode algo que quer. Ocorre com Luísa, mas a comunicação muda tudo. Nem que seja apenas para saber que o choro é de birra, mas ela entendeu o que eu falei. Com Dudu, não. Eu converso, ele continua irritado e eu fico de pés e mãos atados.
Eu não sei se é possível ver seu filho batendo no próprio rosto ou a cabeça na parede, ou tentando te atingir com uma cabeçada e não sentir o coração pequeno, não ter vontade de sair correndo, procurando uma saída, uma luz que te mostre como agir. Não, eu não fujo, fico ali, impotente, sem reação, tentando acolher o sofrimento do filho em um abraço rejeitado.
Tento mostrar que desse jeito não adianta, que ele sofre, que eu sofro e não chegamos a lugar nenhum. Tento seguir conselhos e deixo ele perceber que não vai adiantar. Tenho que usar toda minha concentração para deixar meu filho chorando, sentada no sofá. Mas, é o que tem resolvido. Ele passa na minha frente várias vezes, mostrando sua insatisfação e eu fico quieta. Até que ele percebe que não tem jeito e vem me pedir colo.
Ali, com meu bebê no colo, eu percebo que vamos conseguir, um dia. Que embora doa, muito, deixar meu filho chorando, é um passo necessário para que ele tente se comunicar comigo de outras formas, que ele pode, sim, lidar com aquilo. Ali, com meu bebê no colo, eu digo que estou tentando falar com ele, entender o que ele quer, que precisamos um do outro. Ali, com meu bebê no colo, eu percebo que sim, sou a única que pode entender. É um mito, não é que mãe entende o filho, é que mãe quer tanto, com tanto amor, que é a única que pode entender. Estou tentando filho, me espera. Guarda teus sonhos, que um dia compartilharemos. Guarda um sonho bom, pra me contar. Guarda teus desejos que se aproxima o dia em que você me falará, com suas palavras, o que eles significam. Te amo.
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