O mês de abril foi marcado pelo fechamento do diagnóstico de Eduardo: autismo infantil.
O mês de maio traz o dia das mães e meu aniversário.
Eu percebo que as coisas estão cada vez mais tranquilas em meu coração. Percebo que eu não preciso fazer muito, além de acolher meu filho, de todas as formas, independente de qualquer coisa, o que é tão fácil. Afinal, como vou exigir que ele não sofra qualquer preconceito se, dentro de mim, eu lamentar o que poderia ter sido? Não foi. Não importa. Importa o que é.
E o que é.. é lindo. Meu filho não tem o desenvolvimento esperado, mas tem o tempo dele. E nos surpreende. Seu sorriso é um dos mais lindos que eu já pude presenciar. Que sorte. Meu filho é carinhoso, inteligente, conquistador. Tá, eu sou mãe, ele me conquistou no primeiro olhar, quando nasceu. Nada, ele me conquistou quando era aquela bolinha em um ultrassom.
E eu não paro de pensar, é verdade que aniversário pede reflexão. É o meu ano novo. E nesses momentos eu constato que meus filhos não são apenas presentes, são transformação. Que todos os dias eu acordo querendo ser melhor, porque sou exemplo, porque eles merecem uma mãe melhor. Que todos os dias eu luto para julgar menos, pensar mais no outro, ser mais solidária e generosa, porque eu preciso corresponder, devolver à vida tamanho presente recebido. Todos os dias eu quero sorrir mais, sabendo que sou espelho. Todos os dias eu quero olhar para mim, ser feliz, estar plena, pois assim, em minha total doação aos meus filhos, eles receberão o melhor que existir aqui, dentro de mim.
De tudo, eu descobri que a dor pode ficar no passado, guardada em um período onde era impossível não sentí-la. Hoje não, há muito tempo eu escolhi ser feliz e no meu mundo a dor não mora nenhum segundo além do necessário. Na verdade, eu não tenho outra opção. É impossível viver, receber meus dois presentes e toda essa transformação, e não sorrir.
Algumas situações não cabem no nosso entendimento. Ninguém sonha com um filho com necessidades especiais. Mas, depois que descobrimos tais necessidades, percebemos que nós também recebemos atenção especial. Que depois deles, permanece na sua vida apenas quem vale a pena. Que depois deles, as bobagens que pensamos e almejamos recebem seu rótulo: besteira, deixa pra lá. Que damos mais importância ao amor, amizade, solidariedade. No dia que recebi o diagnóstico eu morri um pouco, porque a esperança de não ser, dele sair do quadro, de chegar uma hora na vida do meu filho que os terapeutas diriam que ele desenvolveu tanto que não seria possível mais diagnosticá-lo como autista. Isso morreu. E nesse momento, embora nada fosse novo, eu caí. E, de novo, tive mãos amigas e preocupadas, que me ajudaram a levantar e me mostraram a riqueza de seguir, que por mais que seja difícil, vale a pena ver duas crianças começando sua vida - esperança renovada.
Esses dias aconteceu algo inédito. Eduardo por muito tempo reagiu com indiferença quando eu chegava em casa, depois, demonstrava reações comedidas, indo ao meu encontro, dando um leve abraço e voltando para o que estava fazendo, e, ultimamente, pedia colo logo que percebia minha presença. Na segunda eu cheguei e, para minha surpresa, ele saiu correndo do quarto, eufórico, sorriu e pulou no meu colo. Ali ficou, agarrado e sorrindo, por algum tempo. Confesso que segurei as lágrimas, lembrando daquela criança que se afastava do meu toque, hoje fazendo o que um filho faz. Confesso que revivo as lembranças desse momento, tão emocionante, várias e várias vezes.
Assim deixei abril, junto um laudo escrito autismo infantil, sem dor. Assim recebo maio, com esperança e música, muita música.
Aqui, quero compartilhar momentos especiais da minha vida com meus filhos amados, Luísa e Eduardo, gêmeos, muito esperados e desejados. Também, do caminho especial de Eduardo, que está com diagnóstico de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e uma suspeita de autismo (traços de autismo ou autismo secundário). De Luísa, tão pequena e tão ligada ao irmão, já ajudando tanto no seu desenvolvimento. Meu desejo maior: que eles sejam felizes. Filhos, mamãe esperou a vida inteira por vocês.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Meu grude
Eduardo está tão grudado comigo que eu não aguento tanta felicidade. Eu chego ele corre, eu passo ele levanta os bracinhos pedindo colo, eu sento ele vai perto, olha lindo, sorri.
E eu, aqui, orgulhosa como sempre, aceitando os momentos felizes, certa de que os merecemos, rejeitando os tristes, pois que são passageiros.
E eu, aqui, orgulhosa como sempre, aceitando os momentos felizes, certa de que os merecemos, rejeitando os tristes, pois que são passageiros.
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
Alguns dias...
Em alguns dias, as verdades são mais duras, as culpas mais pesadas, as quedas mais doídas. Em alguns dias, um simples ataque de birra do seu filho é capaz de abalar suas estruturas. Em alguns dias, a felicidade está ali, em repouso, aguardando espaço para agir. A felicidade que sempre está presente, algumas vezes parece se esconder um pouco. Porque em alguns dias eu só gostaria de entender. Certo, o autismo é genético. Aconteceu. Agora é lutar. Talvez em compreenda, talvez eu raciocine, talvez eu aceite. Talvez...
Como falei ontem: para ter Eduardo, eu teria mais 200 Eduardos, e seria 200 vezes mais feliz, com Eduardos do jeitinho do meu, porque vai ser lindo daquele jeito lá em casa. rsrsrs
A despeito de saber que Eduardo é meu presente, que Deus só confiou ele a mim por saber que sou capaz, algumas vezes eu choro: quando bate a dúvida e eu não sei se estou no caminho certo, quando eu não tenho a certeza de seu desenvolvimento.
Algumas vezes choro pela dificuldade de comunicação que é tão angustiante para meu filho que ele bate no próprio rosto e em mim ou em quem estiver por perto. E eu eu fico ali, agindo, contendo a raiva do meu príncipe, um príncipe tão lindo, tão meigo e especial que me custa acreditar que ele faz aquilo, em que pese seja o que vejo. Um príncipe com um sorriso tão lindo, que me olha tão encantador, e eu não sou capaz de conter sua raiva. Ontem, eu sabia o que ele queria, precisava apenas de uma forma de mostrar que tinha entendido. Mostrei, mas ele não quis ver.. queria o que queria, na hora.. eu não pude fazer nada além de assistir a sua angústia. Eu não pude fazer nada além de repetir em seu ouvido o quanto o amava, que estava tudo bem e resolvido e que em alguns momentos ele teria o que precisava. Eu só pude assistir.
Então, eu choro, sabendo que vai passar, sabendo que é um momento, permitindo ser fraca neste instante. Ali, sou só a Alê. Ali, preciso reunir as forças e encontrar a mãe, e a mãe não tem tempo para chorar. A mãe precisa curtir os filhos maravilhosos que a vida lhe deu de presente. É um mergulho rápido na dor. Talvez necessário para seguir, sabendo que a vida é feliz, alegre e que sou abençoada. Alguma coisa de muito boa devo ter feito para receber tantos presentes.
Filho, eu sei que um dia você vai entender que tem uma mãe alegre, feliz e, também, emotiva. E você vai entender que todas as vezes que mamãe chorou foi por amor, porque o amor faz rir e chorar. E um dia, ainda, você vai entender que o meu amor por você só me fez sorrir. Chorei de preocupação, chorei de amor, também, mas pela preocupação. O seu amor só me trouxe felicidade. O seu amor ensinou que uma mãe supera tudo. Que lágrimas apenas limpam a alma. Estou limpando a minha, agora, porque daqui a pouco vou te ver e quero ser apenas amor e sorrisos. Deixo as lágrimas aqui. Hoje, só preciso de um abraço que me mostre que tudo vai dar certo. E terei abraços duplos, daqui a pouco. Posso reclamar? Nunca.
Como falei ontem: para ter Eduardo, eu teria mais 200 Eduardos, e seria 200 vezes mais feliz, com Eduardos do jeitinho do meu, porque vai ser lindo daquele jeito lá em casa. rsrsrs
A despeito de saber que Eduardo é meu presente, que Deus só confiou ele a mim por saber que sou capaz, algumas vezes eu choro: quando bate a dúvida e eu não sei se estou no caminho certo, quando eu não tenho a certeza de seu desenvolvimento.
Algumas vezes choro pela dificuldade de comunicação que é tão angustiante para meu filho que ele bate no próprio rosto e em mim ou em quem estiver por perto. E eu eu fico ali, agindo, contendo a raiva do meu príncipe, um príncipe tão lindo, tão meigo e especial que me custa acreditar que ele faz aquilo, em que pese seja o que vejo. Um príncipe com um sorriso tão lindo, que me olha tão encantador, e eu não sou capaz de conter sua raiva. Ontem, eu sabia o que ele queria, precisava apenas de uma forma de mostrar que tinha entendido. Mostrei, mas ele não quis ver.. queria o que queria, na hora.. eu não pude fazer nada além de assistir a sua angústia. Eu não pude fazer nada além de repetir em seu ouvido o quanto o amava, que estava tudo bem e resolvido e que em alguns momentos ele teria o que precisava. Eu só pude assistir.
Então, eu choro, sabendo que vai passar, sabendo que é um momento, permitindo ser fraca neste instante. Ali, sou só a Alê. Ali, preciso reunir as forças e encontrar a mãe, e a mãe não tem tempo para chorar. A mãe precisa curtir os filhos maravilhosos que a vida lhe deu de presente. É um mergulho rápido na dor. Talvez necessário para seguir, sabendo que a vida é feliz, alegre e que sou abençoada. Alguma coisa de muito boa devo ter feito para receber tantos presentes.
Filho, eu sei que um dia você vai entender que tem uma mãe alegre, feliz e, também, emotiva. E você vai entender que todas as vezes que mamãe chorou foi por amor, porque o amor faz rir e chorar. E um dia, ainda, você vai entender que o meu amor por você só me fez sorrir. Chorei de preocupação, chorei de amor, também, mas pela preocupação. O seu amor só me trouxe felicidade. O seu amor ensinou que uma mãe supera tudo. Que lágrimas apenas limpam a alma. Estou limpando a minha, agora, porque daqui a pouco vou te ver e quero ser apenas amor e sorrisos. Deixo as lágrimas aqui. Hoje, só preciso de um abraço que me mostre que tudo vai dar certo. E terei abraços duplos, daqui a pouco. Posso reclamar? Nunca.
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segunda-feira, 2 de abril de 2012
Dia internacional da conscientização do autismo
É hoje, dia de colorir o mundo de azul, dia de falar nas diferenças, dia de pensar em formas de aniquilar o preconceito. Dia de semear.
É verdade, o diagnóstico de autismo de Eduardo não foi fechado. É verdade, alguns profissionais discordam que seja autismo.
É muito cedo para Eduardo, mas a certeza de que um diagnóstico precoce é fundamental para o desenvolvimento de uma criança com características autísticas me faz crer que precisamos disseminar informações. Ademais, preconceito é preconceito, e se forma contra qualquer diferença. Hoje é dia de vestir azul, de lutar pelo que acreditamos.
Eu estava muito forte, com minha blusinha azul, até levar as crianças na escola. Chegando lá, Joélia mostrou que tinham lido a história "Leonardo, o leão diferente" para as turminhas. O livrinho conta a história de uma mãe (leoa, como quase todas) que percebeu algo diferente em seu filhote. Comecei a chorar e não parei até agora.
Recebi demonstrações de apoio e amizade. Não consegui parar de chorar ainda.
Apenas sei que meu amor é inabalável. Das tantas mensagens positivas, a mais bonita que vi foi: ensina-me de várias formas, pois sou capaz de aprender.
Eduardo aprende muito. Sua capacidade de conhecer talvez seja superada apenas pela sua capacidade de ensinar. Bastar olhar com olhos limpos. Basta ouvir com atenção a sutileza de sua comunicação. Ele está ali, íntegro, completo, basta olhar. Basta amar. Basta pegar em sua mão e permitir ser levado, para onde ele quiser.
Meu filho, não sei se tens autismo, não sei a causa do atraso no desenvolvimento, não sei o motivo pelo qual eu não realizei o sonho de conversar com você e ouvir sua vozinha. Eu choro preocupada por não saber. Choro preocupada com seu futuro. Também choro agradecida, pois você me mostrou que nada supera o que você é, meu filho lindo e amado. Choro agradecida, porque você me ajudou a identificar as pessoas que realmente valiam a pena manter por perto.
É verdade, o diagnóstico de autismo de Eduardo não foi fechado. É verdade, alguns profissionais discordam que seja autismo.
É muito cedo para Eduardo, mas a certeza de que um diagnóstico precoce é fundamental para o desenvolvimento de uma criança com características autísticas me faz crer que precisamos disseminar informações. Ademais, preconceito é preconceito, e se forma contra qualquer diferença. Hoje é dia de vestir azul, de lutar pelo que acreditamos.
Eu estava muito forte, com minha blusinha azul, até levar as crianças na escola. Chegando lá, Joélia mostrou que tinham lido a história "Leonardo, o leão diferente" para as turminhas. O livrinho conta a história de uma mãe (leoa, como quase todas) que percebeu algo diferente em seu filhote. Comecei a chorar e não parei até agora.
Recebi demonstrações de apoio e amizade. Não consegui parar de chorar ainda.
Apenas sei que meu amor é inabalável. Das tantas mensagens positivas, a mais bonita que vi foi: ensina-me de várias formas, pois sou capaz de aprender.
Eduardo aprende muito. Sua capacidade de conhecer talvez seja superada apenas pela sua capacidade de ensinar. Bastar olhar com olhos limpos. Basta ouvir com atenção a sutileza de sua comunicação. Ele está ali, íntegro, completo, basta olhar. Basta amar. Basta pegar em sua mão e permitir ser levado, para onde ele quiser.
Meu filho, não sei se tens autismo, não sei a causa do atraso no desenvolvimento, não sei o motivo pelo qual eu não realizei o sonho de conversar com você e ouvir sua vozinha. Eu choro preocupada por não saber. Choro preocupada com seu futuro. Também choro agradecida, pois você me mostrou que nada supera o que você é, meu filho lindo e amado. Choro agradecida, porque você me ajudou a identificar as pessoas que realmente valiam a pena manter por perto.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
A força do sorriso mais lindo do mundo.
Em alguns dias, quando eu penso que está ficando muito pesado, Eduardo, com seu espírito elevado, me traz de volta a sua bela realidade.
Dia desses, acordei péssima. Questionei tudo novamente, o diagnóstico, se eu estava fazendo tudo que ele precisava, se as escolhas eram corretas, se estava faltando algo, se..... Saí para trabalhar e deixei as crianças dormindo. Passei uma manhã com o coração que não cabia mais nada, prestes a cair.
Quando cheguei em casa para almoçar, já disseram: Eduardo está tão sorridente hoje.
Fui recebida por meu filho com o sorriso mais lindo do mundo. Ele puxou minha mão, me levou onde queria, mostrou que queria sair, pediu colo, deitou na cama e fez carinho no meu rosto. Enfim, entregou em minhas mãos a certeza de que ele está feliz. Agora, existe algo que uma mãe queira mais do que a felicidade do seu filho?
Eduardo é surpreendente e eu, cheia de orgulho.
Olhar para o sorriso lindo do meu filho foi o suficiente para apagar toda a angústia do meu peito, porque eu precisava sorrir de volta. Um sorriso como aquele não poderia ficar sem resposta. Pensando bem, sempre que eu estou triste, meu filho dá um jeito de mostrar que estou no lugar errado, o que demonstra uma sensibilidade ímpar. Então, minha única alternativa é voltar para o meu lugar, feliz, ao lado dos meus presentes.
Dia desses, acordei péssima. Questionei tudo novamente, o diagnóstico, se eu estava fazendo tudo que ele precisava, se as escolhas eram corretas, se estava faltando algo, se..... Saí para trabalhar e deixei as crianças dormindo. Passei uma manhã com o coração que não cabia mais nada, prestes a cair.
Quando cheguei em casa para almoçar, já disseram: Eduardo está tão sorridente hoje.
Fui recebida por meu filho com o sorriso mais lindo do mundo. Ele puxou minha mão, me levou onde queria, mostrou que queria sair, pediu colo, deitou na cama e fez carinho no meu rosto. Enfim, entregou em minhas mãos a certeza de que ele está feliz. Agora, existe algo que uma mãe queira mais do que a felicidade do seu filho?
Eduardo é surpreendente e eu, cheia de orgulho.
Olhar para o sorriso lindo do meu filho foi o suficiente para apagar toda a angústia do meu peito, porque eu precisava sorrir de volta. Um sorriso como aquele não poderia ficar sem resposta. Pensando bem, sempre que eu estou triste, meu filho dá um jeito de mostrar que estou no lugar errado, o que demonstra uma sensibilidade ímpar. Então, minha única alternativa é voltar para o meu lugar, feliz, ao lado dos meus presentes.
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Dia Internacional para Conscientização do Autismo
A despeito de todo cuidado que uma terapeuta teve ao falar em autismo comigo pela primeira vez, avaliando Eduardo, eu saí de lá sem conseguir ver nada, sem conseguir parar de chorar. Eu sofria, sem entender o que aquilo significava. O mesmo aconteceu com familiares e amigos mais próximos.
O conhecimento é a primeira estapa para a conquista da força e, sem o qual, nenhuma escolha é acertada.
Assim, dia 02/04 é o Dia Internacional para Conscientização do Autismo. Vamos vestir azul e disseminar tudo que pudermos sobre o tema. Precisamos dessa força.
*Participe e divulgue das ações promovidas pelo Movimento Orgulho Autista
Brasil pelo Dia Internacional para Conscientização do Autismo:*
-Dia *30 de março* de 2012 (sexta-feira) *BLITZ do Autismo Participe pela
conscientização e divulgação do Autismo:*
*-das 9h às 11h no Posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR 040
- km 01 - principal saída de Brasília, próximo da entrada de Santa Maria*.
-Dia *31 de março* de 2012 (sábado) *1º Dia do Autista no Parque*
*Traga sua família e vamos celebrar juntos:*
*-das 9h às 11h próximo ao Estacionamento 3 do Parque da Cidade Sarah
Kubitschek com atividades e brincadeiras.*
-Dia *02 de abril* de 2012 (segunda-feira) *Sessão Solene na Câmara Federal*
*Vamos nos reunir para sensibilizar as autoridades parlamentares de nosso
país sobre as necessidades da aprovação da lei da qualidade de vida dos
Autistas, que já passou no Senado Federal e tramita na Câmara dos
Deputados. Tragam as suas famílias: SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!*
* **-a partir das 10h no plenário Ulisses Guimarães – traje azul
neste dia e vamos nos unir em prol dos Autistas*
* *
Nosso lema oficial: *JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!*
* *
*Obrigada, pela sua valiosa contribuição em divulgar esta causa que é de
todos nós que lutamos por um mundo melhor! *
*Adriana Alves – MOAB*
*Movimento Orgulho Autista Brasil*
*Contatos:*
*No facebook acesse MOAB DF*
*Site: www.orgulhoautistabrasil.org.br*
*E-mail: movimentoorgulhoautistabrasil@gmail.com*
*Fone: (62)99018192***
O conhecimento é a primeira estapa para a conquista da força e, sem o qual, nenhuma escolha é acertada.
Assim, dia 02/04 é o Dia Internacional para Conscientização do Autismo. Vamos vestir azul e disseminar tudo que pudermos sobre o tema. Precisamos dessa força.
*Participe e divulgue das ações promovidas pelo Movimento Orgulho Autista
Brasil pelo Dia Internacional para Conscientização do Autismo:*
-Dia *30 de março* de 2012 (sexta-feira) *BLITZ do Autismo Participe pela
conscientização e divulgação do Autismo:*
*-das 9h às 11h no Posto da Polícia Rodoviária Federal, na BR 040
- km 01 - principal saída de Brasília, próximo da entrada de Santa Maria*.
-Dia *31 de março* de 2012 (sábado) *1º Dia do Autista no Parque*
*Traga sua família e vamos celebrar juntos:*
*-das 9h às 11h próximo ao Estacionamento 3 do Parque da Cidade Sarah
Kubitschek com atividades e brincadeiras.*
-Dia *02 de abril* de 2012 (segunda-feira) *Sessão Solene na Câmara Federal*
*Vamos nos reunir para sensibilizar as autoridades parlamentares de nosso
país sobre as necessidades da aprovação da lei da qualidade de vida dos
Autistas, que já passou no Senado Federal e tramita na Câmara dos
Deputados. Tragam as suas famílias: SUA PRESENÇA É FUNDAMENTAL!*
* **-a partir das 10h no plenário Ulisses Guimarães – traje azul
neste dia e vamos nos unir em prol dos Autistas*
* *
Nosso lema oficial: *JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!*
* *
*Obrigada, pela sua valiosa contribuição em divulgar esta causa que é de
todos nós que lutamos por um mundo melhor! *
*Adriana Alves – MOAB*
*Movimento Orgulho Autista Brasil*
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*Fone: (62)99018192***
sexta-feira, 23 de março de 2012
Luísa no médico
A vovó, brincando com Luísa, fala: seu nome é Luísa R P L L da perna fina.
Passou o tempo e no consultório, quando o médico perguntou o nome, Luísa responde prontamente:
- Luísa R P L da perna fina.
O médico riu muito e eu fiquei pensando que a vovó deveria estar no consultório para passar por isso..rs
Passou o tempo e no consultório, quando o médico perguntou o nome, Luísa responde prontamente:
- Luísa R P L da perna fina.
O médico riu muito e eu fiquei pensando que a vovó deveria estar no consultório para passar por isso..rs
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terça-feira, 13 de março de 2012
Não tem segredo, veja.
"Eu não sou difícil de ler
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo...”
Infinito Particular - Arnaldo Antunes / Marisa Monte
Vi este trecho de música no material que recebi da mãe de um menino lindo, com nome de anjo, que tivemos a sorte de conhecer esse ano.
O material me emocionou bastante, pelo sutileza do olhar da mãe, do amor transcrito, mesmo quando ela não escrevia sobre este amor, apenas registrava orientações sobre o filho. Parece que o amor de mãe é tão entranhado em todos os seus movimentos que se apresenta em qualquer momento.
Eduardo não é difícil de ler. O formato pode até ser diferente, a aproximação não é comum, a abordagem precisa de mais cuidado. É preciso olhar para ele, verdade maior que aprendi. É preciso esperar o momento propício. Basta olhar. Com mais carinho, mais cuidado, bem mais atenção. Olha, é preciso estar disponível. Olha, é preciso respeitar seu espaço, seu tempo, seus limites. Olha que você vai perceber o quanto é fácil.
É um mistério. Eu sou mãe e entendo o que ele deseja muito menos do que gostaria. Acalma o coração perceber que Eduardo vence batalha após batalha. Embora haja dificuldade de comunicação, meu menino vai superando isso e nos mostrando o que quer, encontrando sua própria forma de comunicação. É um gigante. Eu, pelo meu lado, tento compreender o que ele deseja. Confesso que ele se dá melhor, é o meu vencedor.
É só mistério, não tem segredo. Não há como negar que é mais difícil saber o que ele deseja, é mais difícil interagir com meu filho, é mais difícil estabelecer um vínculo com Eduardo. Mas, olhando com atenção, percebe-se que está ali, estampado nos seus olhos, apresentado nos pequenos gestos, não tem segredo. Ama, gosta, olha de verdade para ele, é uma criança como tantas, que vai reagir bem ao carinho, ao amor, aos bons sentimentos. Está tudo ali, exposto, talvez em posições diferentes, em lugares menos visados, não tão explícito como na irmã, mas nada disso prejudica a sua beleza.
Por fim, mostro a simplicidade disso tudo. Robson e Rachel são amigos muito queridos, pessoas tão especiais, casal lindo com filha linda. Almoçamos juntos e Eduardo ficou muito bem na casa deles. Em determinado momento, Robson estava sentado no chão brincando com as meninas quando, do nada, Eduardo chegou perto e beijou seu rosto, tão carinhoso. Interessante que não pedimos (ele beija algumas pessoas quando pedimos), ele não tem contato diário com Robson, nada que explicasse aquilo. Ele simplesmente chegou e demonstrou seu carinho. Não entendo os motivos, percebo, apenas, que esse casal querido sempre olhou para o meu filho, sem diferenças, olhou de verdade, sem forçar e sem afastar, com equilíbrio, na medida certa. Porque certa é a medida feita com o coração.
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo...”
Infinito Particular - Arnaldo Antunes / Marisa Monte
Vi este trecho de música no material que recebi da mãe de um menino lindo, com nome de anjo, que tivemos a sorte de conhecer esse ano.
O material me emocionou bastante, pelo sutileza do olhar da mãe, do amor transcrito, mesmo quando ela não escrevia sobre este amor, apenas registrava orientações sobre o filho. Parece que o amor de mãe é tão entranhado em todos os seus movimentos que se apresenta em qualquer momento.
Eduardo não é difícil de ler. O formato pode até ser diferente, a aproximação não é comum, a abordagem precisa de mais cuidado. É preciso olhar para ele, verdade maior que aprendi. É preciso esperar o momento propício. Basta olhar. Com mais carinho, mais cuidado, bem mais atenção. Olha, é preciso estar disponível. Olha, é preciso respeitar seu espaço, seu tempo, seus limites. Olha que você vai perceber o quanto é fácil.
É um mistério. Eu sou mãe e entendo o que ele deseja muito menos do que gostaria. Acalma o coração perceber que Eduardo vence batalha após batalha. Embora haja dificuldade de comunicação, meu menino vai superando isso e nos mostrando o que quer, encontrando sua própria forma de comunicação. É um gigante. Eu, pelo meu lado, tento compreender o que ele deseja. Confesso que ele se dá melhor, é o meu vencedor.
É só mistério, não tem segredo. Não há como negar que é mais difícil saber o que ele deseja, é mais difícil interagir com meu filho, é mais difícil estabelecer um vínculo com Eduardo. Mas, olhando com atenção, percebe-se que está ali, estampado nos seus olhos, apresentado nos pequenos gestos, não tem segredo. Ama, gosta, olha de verdade para ele, é uma criança como tantas, que vai reagir bem ao carinho, ao amor, aos bons sentimentos. Está tudo ali, exposto, talvez em posições diferentes, em lugares menos visados, não tão explícito como na irmã, mas nada disso prejudica a sua beleza.
Por fim, mostro a simplicidade disso tudo. Robson e Rachel são amigos muito queridos, pessoas tão especiais, casal lindo com filha linda. Almoçamos juntos e Eduardo ficou muito bem na casa deles. Em determinado momento, Robson estava sentado no chão brincando com as meninas quando, do nada, Eduardo chegou perto e beijou seu rosto, tão carinhoso. Interessante que não pedimos (ele beija algumas pessoas quando pedimos), ele não tem contato diário com Robson, nada que explicasse aquilo. Ele simplesmente chegou e demonstrou seu carinho. Não entendo os motivos, percebo, apenas, que esse casal querido sempre olhou para o meu filho, sem diferenças, olhou de verdade, sem forçar e sem afastar, com equilíbrio, na medida certa. Porque certa é a medida feita com o coração.
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